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Mãe de primeira viagem - Tag T01

em Qua Mar 14, 2018 1:28 am
Um raio de sol muito forte ofuscava a visão turva e atordoada de Tag, deitada sobre um emaranhado de cordas no convés ondulante de um dos barcos de pesca no porto da cidade de Zephyr.

- Pipi... - Uma silhueta oval saltitava em frente a garota. - Priiiiip pipipi.

Tag estava incrédula, o maldito ovo que tentava vender havia chocado e acontecera o que mais temia. Aquilo que ela mais abominava e odiava no mundo, o símbolo daquilo que sempre se recusou, uma Happiny, e bem, a Happiny achava que Tag ara sua mãe.

- Eu não mereço Arceus, eu não mereço essa tiração com minha cara seu cavalão, desce aqui que de meto uma bulacha na cara seu galalau de m....! - Tag furiosa esbravejava enquanto pulava do barco para o pier rumo a sabe-se la onde misteriosamente tinha acabado de chegar. A pokémonzinha sempre em sua cola, apesar de ter sido esquecida, como a bela filhotinha que é estava sempre no encalço de sua dona, grunhindo ao conhecer aquele mundão que era de certo novo para ela.

A cidade era linda e, apesar de todo o clima de maresia que Tag tanto odiava após milhares de anos vivendo em Alola, era muito mais do que a garota sempre sonhou. Para todo lado que olhasse havia luxo, roupas caríssimas, Furfrous dos mais diferentes padrões de pelos, pokémons com roupas ridículas mas ao mesmo tempo cheias de gemas preciosas, cafeterias e restaurantes chiquérrimos que custavam mais do que tag jamais teria com o emprego de Joy que tentaram forçá-la.
Já fazia certo tempo que ela andava deslumbrada, sempre exclamando sobre algo ou reclamando sobre outro algo enquanto a sua nova filhotinha a seguia e tentava imitar o que a "mamãe" dizia.

- Caraca, olha essa vitrine mermã, olha que vestido lind... Deixa pra lá olha a etiqueta, nem vendendo minha mãe que eu compro. - Pipi niiiii pipi pipipipi ni priiiip piny. - Olha o topete daquele moço! ha, não, pera, é um pokémon, o que é aquilo? Oi? - Prinini pipipipipipi priii? nie? - Tudo que Tag fazia Happiny tentava imitar, os gestos, as entonações, nem a pessoa com o coração mais duro suportaria tamanha fofura sem se apegar.

- Ô pokémonguinha, até que ce não é de todo mal né? - Disse virando e continuando o caminho enquanto a pequeninha a seguia. - Se eu posso fugir do mundo das enfermeiras ce também pode né? A gente pode tentar ficar ricas juntas.

Tag percebeu que sua amiguinha estava muito quieta e resolveu virar pra checar se estava tudo bem, e bem, não é que ela não estivesse ali, ela estava, mas meio distante, correndo, com alguma coisa brilhante na sua bolsa da barriga em direção a sua dona enquanto uma alcateia toda de growlithes policiais a perseguia soltando labaredas e mais labaredas de fogo. A menorzinha pulou nos braços de sua mãe e esta correu, correu muito, correu infinitamente e saltou para o convés de um navio cargueiro que saía canal abaixo, foi por pouco, bem pouco, mas tudo correu bem.

Happiny chorava aninhada nos braços de Tag abraçando a tal coisa que tinha em sua bolsa e que causara tal confusão, era algo bem valioso e claramente refletia muito, uma pedra preciosa bem cara com certeza. Não era exatamente o que Tag esperava mas, bem, pior que ser enfermeira pro resto da vida com certeza aquela emoção toda era, e provavelmente BEM MAIS LUCRATIVA.
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Re: Mãe de primeira viagem - Tag T01

em Qua Mar 14, 2018 2:30 am
O sol brilhava forte nos últimos dias de verão, em Cyndara. É uma época de muito glamour, particularmente em Zephyr, que é uma cidade de muito luxo, badalação e o mais importante de tudo: moda! Nesta alta estação as pessoas costumam usar peças de roupas mais leves e claras para tentar suportar a alta temperatura e possivelmente pegar um bronze a mais. As ruas estavam bastante movimentadas com pessoas de todos os tipos, tamanhos e idades circulando pra baixo e pra cima querendo desfrutar do que de melhor a cidade tinha a oferecer.

No navio, Tag -heroína da nossa história- trazia seu ovo que continha um pokémon raro que seria vendido para custear sua liberdade em outro continente. Estava tudo planejado. Ela fazia vários planos enquanto passava um rabo de olho pela janeleta do barco e vislumbrava a cidade. De repente, o ovo começou a rachar e de seu interior surgiu um pokémon de fama conhecida, e que a mesma abominava por significar tudo que ela quis deixar pra trás. Ele, ou melhor dizendo, ela, saltou para fora da casca e logo que viu Tag, identificou-a como sua mãe e criou um vínculo com ela. Assim que o barco aportou, as fugitivas deixaram o transporte e embrenharam-se pela cidade, uma seguindo a outra. Tag estava muito deslumbrada com o glamour de Zephyr! Todas aquelas peças de alta costura, todos aqueles estabelecimentos com cores e objetos ornando, todas aquelas pessoas bonitas -ou arrumadas- que passavam para baixo e para cima, deixavam seus olhinhos brilhando e sua mente fervilhando de ideias.

Num piscar de olhos, ela percebeu não ouvir mais os gritinhos de sua mais nova filha e quando deu-se por falta, virou pra traz. A cena que ela viu não foi das melhores: dois Growlithes perseguindo a pequena ovóide, que corria desesperadamente em direção à matriarca com um objeto dourado dentro da barriga. Os cães policiais não davam trégua e caçaram ferozmente a pequena pokémon, que alcançou Tag. Esta, por sua vez, pulou dentro de um barco que zarpava do porto de Zephyr, indo em direção ao rio Tobita abaixo. Tag segurou firme sua pokémonzinha e respirou aliviada. É sabido que as Happinys têm seu instinto enfermeiro aflorado desde pequeninas, e como não são maduras sexualmente como as Chanseys, sua fase evoluída, pegam um objeto ovalado para simbolizar o ovo que elas passam a vida tomando conta. Ela então percebeu que se tratava de uma pepita de ouro, mas foi tarde demais. O barco parou de repente. Espiando, ela observou que um Swellow estava pousado na proa do barco, e um rapaz de camisa social e um sapato combinando -muito bem vestido por sinal- saía da cabine do capitão e se moveu em direção a ela.

-Sou o oficial Gilbert. Você está presa em flagrante por furto e por induzir um pokémon menor de idade ao crime. Queira me acompanhar por favor.

Os Growlithes pararam no cais esperando elas desembarcarem de volta. Junto com eles estava uma senhora com cara de muito poucos amigos, com seu colar pocado nas mãos, ao qual faltava uma peça, que era justamente a pepita furtada. Ela olhava fixamente para a Happiny e fazia um movimento de negação com a cabeça. Talvez não estivesse nos melhores dias, ou o susto tenha estragado completamente ele. Alguns guardas chegaram atrás da senhora para esperar o desembarque da ré e sua parceira de crimes. O barco finalmente encostou no cais, deixando o caminho livre para as duas seguirem os policiais. A mulher virou para o oficial Giilbert, apontou para a jóia na barriga do pokémon e disse:

-Hey, é essa a minha pepita, haaaaaaaaaaan!




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Off: Oi, serei sua nova mestra. Risos. Espero que nos divirtamos!
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